24.2.08

A HARMONIA NA CONTRARIEDADE


Hoje viajei na maionese, li um texto adaptado pelo professor Antonio Carlos Machado a partir de um filosofo chamado Cassirer, e que termina da seguinte maneira:

O dissonante esta em harmonia consigo mesmo; os contrários não se excluem, mutuamente, mas são interdependentes: a harmonia na contrariedade, como no caso do arco e a lira.

Eu mesmo quando li isso vivi empiricamente o quanto essas palavras fazem efeito, pois dentro de meus próprios questionamentos sobre o texto, sobre o que concordava e o que não concordava faziam com que diante dos meus conflitos chegasse a um denominador comum. E acho que é justamente isso que o filosofo quer dizer, não adianta querer concordar ou discordar do texto, por exemplo, pois os atritos querendo ou não farão com que eu chegue a uma conclusão.

O texto discutia, entre outras coisas, as forças que englobam o homem simbólico como o mito, a religião a arte e a ciência e que essas forças levam o homem dentro do seu caminhar, fazer suas escolhas, ora prevalecendo a força da estabilização, ora prevalecendo a força de propulsão.

Ernest Cassirer é um filosofo conhecido pela discussão do homem e com as relações simbólicas, principalmente para questões voltadas para o mito e a religião.

Ele nos diz que o homem não pode subtrair as condições de existência as quais foram criadas por ele, deve-se integrar a elas, pois ele não vive num mundo puramente físico, e sim num mundo simbólico.

Portanto, os conflitos, as tensões que são inerentes do homem não podem ser apagados ( não é a toa que escolhi História rsrsrs) e levando até para o lado mais individual, para as nossas próprias questões, pois todas essas experimentações nos dão um grande poder “- o de edificar um mundo próprio, um mundo real”.

Vou deixar o link onde se encontra o texto, li porque foi necessário para um trabalho que estou fazendo, mas essa “obrigação” foi gratificante para uma analise mais aprofundada do real.

http://www.geocities.com/Athens/Agora/1417/Simbolo.html

17.2.08

VIVENDO E APRENDENDO

Hoje ando meio angustiado, andei pensando muito sobre as coisas que tenho aprendido e diante do quanto que tenho que aprender. Como dizia Sócrates “Só sei que nada sei” ou ainda “Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância”.
O pior é que o mundo não te espera, e eu levo tanto tempo para levantar minhas certezas que quando as tenho não tenho mais tanta certeza que elas servem... Isso me angustia!
Papo de maluco pode ser, mas a vontade que eu tenho às vezes é de ter um poder de compreensão sem fim, entender todas as angustias do mundo.
Acho que não é à toa que faço História. É fascinante... Tudo é tão simples e tão complexo, como o suor do camponês no tempo medieval e a larga estrutura que o leva ser o que é.
Talvez essa angustia seja boa, do que ter a certeza dos “tolos”! Essa sensação que o aprender é um processo infinito torna tudo encantador... Uma professora minha lembrou bem, os historiadores são cobrados para saber tudo do mundo e de todos os tempos, impossível né ? E sem comentar que desde que o mundo é mundo as certezas de ontem já não são as mesmas de hoje, então só nós resta aprender, construindo e desconstruindo!

Trouxe um poema que supostamente seria do William Shakespeare, mas existem contradições e ele às vezes é atribuído para uma escritora norte - americana Verônica Shoffstall escrito em 1971 (Não entendo essa contradição temporal tão grande), mas seja lá quem escreveu gosto muitíssimo:

O MENESTREL OU DEPOIS DE UM TEMPO (Confira o video também)

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.


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9.2.08

Sombras de Goya


Segui a indicação do meu amigo Artur e com certeza foi uma ótima recomendação.
O Filme é encantador e vale a pena conferir, retrata uma época de grandes mudanças por volta de 1791 na Espanha de Carlos IV com o pano de fundo a Revolução Francesa e a polemica Inquisição da igreja.

Percebe-se através da arte de Goya as mudanças além dele próprio como ser humano, as da humanidade. Expressa em sua arte os abusos da igreja e as transformações das guerras napoleônicas.
O filme esta impecável com ótimas atuações como a de Javier Bardem, esse é o terceiro filme que assisto do ator e cada vez mais me surpreendo com suas performances


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27.12.07

Quem eu sou para você?


Sou extremamente reservado e fazer um blog com comentários pessoais é muito difícil para uma pessoa tímida como eu, mas vou aproveitar as férias e o tempo livre para soltar os cachorros. Não meu deixem falando sozinho... Assim vou me sentir aliviado, pois estou escrevendo e ninguém esta lendo.

Bom, falo isso que esses dias refleti o quanto somos várias caras, podendo isso ser um reflexo nosso para os outros ou dos outros para nós. Os tímidos possuem isso mais aflorado, só revelam aquilo que interessa no momento, mas não é algo somente seu.

No primeiro é engraçado perceber o quanto que deixamos revelar de nós mesmos. No trabalho, por exemplo, sou um, na faculdade sou outro, em casa mais um e ao mesmo tempo todos são eu, todos se complementam.

Li um livro tempos atrás que não lembro o autor, mas se chama: O que é realidade? E sugere que a realidade não existe, o que existe são verdades e que nos adaptamos no meio dessas verdades.

Não falo com o meu pai a muito tempo, ele mora muito longe de mim e o pouco que sabe a meu respeito e através de minha mãe. Nesse período de final de ano, falando com minha mãe ela passou o telefone para ele, para que trocássemos algumas palavras... Nessa hora foi o ápice dessa reflexão toda! Perceber o quanto meu pai sabia pouco sobre mim, foi algo assim angustiante... Há muito tempo não reforçava mentiras como a de que vivo sozinho ou de até mesmo, ocultar muitas coisas do meu cotidiano que hoje são tão comuns.

Claro que muitas coisas são passadas para adaptação da realidade do momento, mas outras para construir no outro aquilo que não somos ou aquilo que somos menos.

Bom, a segunda é a questão de sermos para os outros, aquilo que eles querem e não o que realmente somos. Isso é definido por vários motivos: Pela paixão, ou o desejo de ter um bom amigo, ou idealizar na sua vida o que seria para a vida do outro, ou pior, não aceitar níveis de realidade diferentes e querer que tudo fique moldado a sua forma de pensar. Nessa questão não temos muito controle sobre essas perspectivas do outro, há não ser, quando percebemos isso e alimentamos como é também o meu caso com o meu pai. Mas às vezes percebo que muitos tiram conclusões a meu respeito, certas por vezes, exageradas por outras e quando falam de mim geralmente eu me choco, será que alimento?

Mas de qualquer forma o oposto também ocorre, esses dias fiquei chateado com uma amiga, pois ela havia me ligado e eu comentei que não estava bem, mas o motivo da ligação dela era algo mais direto, falou o que queria falar e desligou. Aquilo me deixou muito chateado... Puxa, nem para ligar no dia seguinte e perguntar como estou? Mas nessas horas, nós não nos colocamos na realidade do outro. Ela também durante a sua ligação estava com certo problema, ela poderia ter pensando a mesma coisa sobre mim e assim vai, ou seja, além de duas caras somos egoístas.

O que é legal disso tudo é perceber que o mundo é muito maior do que aquilo que esta em nossas cabeças e que a percepção do outro é fundamental para a percepção de nós mesmos. É difícil? Como eu sei! Mas, um dia eu vou ser gente grande.



22.12.07


Como bom brasileiro usei meu décimo terceiro para pagar dividas... Esse 2007 (assim como os outros anos) foi bem pesado e tive que rebolar para me manter... Mas já estava contente, pois mediante a febre que é transmitida pelo espírito natalino de comprar, comprar e comprar eu estava resistindo. Não entrei em uma loja sequer durante todo o mês de Dezembro, criticava as pessoas que enfrentavam as tumultuadas lojas, além de balançar a cabeça negativamente com as propagandas super criativas e do noticiário que vive fazendo reportagens de shopings lotados.

Até me vangloriava achando tudo muito fútil!!

Hoje a ficha caiu, me vi flagrado nesses pensamentos quando estava em pleno Saara disputando um espaço a socos e pontapés para fazer umas compras..Ainda fui na Leader da Ouvidor comprar um escorredor de pratos, até inventei de comprar um carrinho daqueles que se vai para a feira e depois fui na Sendas inaugurá-lo ...Tive que comprar bastante coisas para enche-lo.

Depois conversando com o Vinicius meio que concluímos que o motivo de fazermos tantas compras é para relaxar e para desafogar várias magoas, mas essa é a desculpa de muitos para se fazer comprar. E pensei que se essa tese é verdadeira, quanto o povo brasileiro esta carente?

A sensação que eu tive, sei que muitos tiveram, de comprar coisas no impulso, coisas desnecessárias e se fosse necessárias poderia ser mais barata e depois de chegar em casa refletir o que poderia ter feito com o dinheiro.

Sei que não tenho uma boa relação com o dinheiro ele cisma em me deixar, e minha vida é esse vai e vem nesse relacionamento. Até adotei métodos de controle, como programas de controle financeiro, mas não adianta, quando não estou bem nem abro o programa, pois sei que ele vai me alertar para não fazer compras.

Bom, mas é natal, não é...tempo de renovação, preciso renovar várias coisas aqui em casa, tempo de paz, preciso da paz do consumismo, tempo de confraternização, estou fazendo isso com meu cartão de crédito. Mas ano que vem é vida nova, não é? J

Prometo não gastar tanto!

27.8.06

O Valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos enesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
"Fernando Pessoa"


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O Caminho da vida pode ser o da liberdade, porém desviamo-nos dele. A cobiça envenenou a alma dos homens levantou no mundo as muralhas do ódio e tem nos feito marchar a passos de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da produção veloz, mas nos sentimos encrasurados dentro dela. A máquina, que produz em grande escala tem provocado a scassez. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos, nossa inteligência, emperdinidos e crueis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade, mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura! Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo estará perdido.
"Charles Chaplin" Posted by Picasa
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